quinta-feira, 19 de abril de 2012

O segredo está em quem não guarda.
O centro do circulo perfeito existe, intocável e conhecido.
É o perímetro leal que confere tal segurança.
Nem sempre concordar conscientemente com um acaso de razão alheio, é sinal de inteligência.
Se bem que de humildade é sempre.
Mas, por razões que o menino Jesus desconhece..., humildade não paga dívidas.
A minha linha de entendimento lúdico da sátira, é séria. É finalizada. É do tamanho da base de sustentação, que o meu conhecimento permite.
Essa moda de meia-boca, meia imitação, de meia piada a toda a brisa, faz com que qualquer conceito de graça, perca os principais valores.
A opção de estilizar e do nonsense, é uma subtileza de redução de informação "pesada", que só cabe aos capazes.
A impertinencia é uma convicção limada. Não um contágio colectivo.
Riso fácil é nobre. Piada fácil (muitas vezes tendenciosa) é, sobretudo, falta de discernimento.

terça-feira, 17 de abril de 2012

(...)
Devo confessar, e isso sim, à margem de práticamente tudo isto e, no entanto ali como quem vai para o cerne, que estou cansada de gente gira.
Malta gira e criativa, e criativa e gira. E que gosta de tudo o que é original e injustificavelmente explorável, e não sabe de nada do que é foleiro.
Porque o que é foleiro, é espelho de quem não tem gosto nem cultura. Nem nome, nem alcance. O que medidas bem as coisas, é uma mentira travestida de berloques bem azeiteiros. Mas deveras, deveras azeiteiros.
Pressuposta a carência da clamada personalidade vincada, e gerado o mau gosto natural, derivado de uma qualquer incompreensão cedimentada, nada mais tem um foleiro que, em caso disso, se afastar da onda cool que abate os sedentos de razão intelectual e de atitude.
Pois que qualquer reflexo massiço existe, porque existem as pessoas baratas, ainda que boas, nem tanto, ou assim assim. Ponto.
E depois há as tantas baratas e giras. Umas mais baratas que giras, outras mais giras que baratas,patati-patátá.
Compreendo a gente factualmente foleira como uma lufada de ar fresco. E postos os seus brilhos e pechisbeques, cabelos oxigenados de raízes escuras e vulnerável facilidade do gesto, tomo-lhes a presença como a minha capacidade de respirar profundamente.
Profundamente, atenção.
Gente feia, torta, cafona, com dentes amarelos, olhos vulgares de cachorro desengraçado, que ainda assim abana freneticamente a cauda. Assim mesmo, e só assim.
A limitação que lhes imponho dentro à minha crítica azedada, posiciona-me arrogantemente superior pela tomada de consciência. E folgo não ser jamais caso único. Nem especial. Nem nunca visto. Nem maior.
Parada azedo, eleada de gente gira. O que, vai-se a ver..., é um pimpolho paradoxo, sendo que esta nunca me tirará o sono.
Que saudades de uma inconsciência que, digo, só existiu porque eu tinha tempo e falta de maneiras suficiente, para lhe provar o trago.
A moda é por excelência, o renovar de preconceitos.
E a limitação, é meramente a liberdade enorme que é.
Não sabemos nada, em não ser feios com toda a verdade que nos compete, a cada um individualmente. Em qualquer tempo de beleza.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Quiçá escrito em inglês como cantam os Clã, tudo ganhe um novo sentido conceptual.
Importante também referir que nós por cá, nas terras lusitanas, damos agora o ar de nossa bela graça, rumo ao rio longo e largo das reinvenções.
Somos fado e somos mais soltos. Somos poetas de joelho e de pastelaria. Somos garagens e intervencionistas, e ressentidos e ágeis, e descomprometidos e revoltados. Deveras descomprometidos e revoltados.
Miúdas do fado, miúdas da t-shirt larga e franja a roçar no rimel. Somos de novo e melhor.
Eu gosto disso. Em tons de pastel, agrada-me sempre a ideia de requinte descomplicado, sobre uma qualquer origem emprestada. Somos únicos.
E cantamos solidão de uma forma contente, ao desafio. Respondemos a tudo, e cuspimos as cinzas da beata para o lado.
Somos todos pensadores. E à noite batemos todos à mesma porta, para falarmos de banalidades com estilo.
Quiçá bandolins, guitarras portuguesas, ukeleles, guizos, e pianolas de plástico infantis. Quiçá imensas vontades, barbas, óculos grandes, e cabelos soltos até ao fundo das costas.
Vestidos, à vontades, projectos, criadores por tudo o que move e nada que mexe. Novos artistas reivindicados, amamentados até à menopausa, exacerbados até ao outro lado da rua.
Quiçá meninos e moços, pelas ruas onde o lixo ganhou tom e perfume de boutique.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Como aquela coisa de quem é pago para ser engraçado, não ter piada nenhuma à mesa, a lanchar.
Gosto deveras dos pequenos coitados manstronços, que são sobrevalorizados por entre confetis e andores por o serem.
E ainda gosto mais, dos de entre os tais, que apreciam tal efeito leque.
- UUUUUuuuuuuaaaaaaAAAAAA! - (Multidão ao rubro)
O outro dizia que o cachimbo não se tratava de um cachimbo. E ainda outro dizia que o mictório vai-se a ver era uma fonte.
Eu cá digo que não se trata de inércia não ter nada para vos mostrar em contradição.
Atempadamente.
Pois que o sol é o sol, e já espreita lá fora com vontade.
A intimidade colectiva. Ai ai, a intimidade colectiva.
A confiança dos pequenos rockeiros experimentalistó-coises. Emprestaram-lhes o mundo, agora..., olha!
Eunucos pensam como ninguém. Facto.
O resto, vem por aí em diante.
Como se "caralho" fosse a palavra que tudo arruma e desespera.
Caralho isto.
Caralho aquilo.
Caralho grande, fino, pequeno, grosso, aguçado.
Literal e nem tão pouco.
É magnitude. É inteiro de uma ponta à outra.
É um resumo da merda social, sobre uma poltrona de ouro, no Evereste.
Só do melhor é feita a verdadeira maldade.
A ideia de unicidade nos termos humanos, vem sempre aliada à sensação de solidão.
Básico alento sobre o próprio pêlo.
A música dos 80's, assim como quem vai para o geral da coisa, provoca-me a mesma sensação de quando ando às voltinhas numa cadeira durante longos minutos.
Sou menina para culpar a RFM.
A inglória da existência, é um esquerdismo, mais ou menos acérrimo.
Fraldas. Uma porcaria. Dois pólos etários.
E afinal, todo o aprendido em contradição, durante uma vida...é exíguo ao seu corpo. Igual ao dos seus pais. Brinquedo de mão beijada, raiva emprestada, caríssimos.
São os pequenos segredos das pequenas sociedades. O estado, (colectivo externo ou individual) controla a ordenação do subjugado. Politiquices, seja qual for a forma.
Por seu meio, descobrem-se coisas que se guardam como jamais pensadas, e que afinal não passam de uma memória colectiva, descoberta infinitas vezes ao longo de todas as eras à volta do mundo.
Se tão pouco.
Prefiro pensar em massa, e enquanto como massa. Os maxilares em movimento, tendem a estimular o mero razoável.
A utopia, é a maior das desculpas, para as pequenas. Até porque tende a ser racional.
Indiferença, é o oposto de tudo o que permite significados.
Alcunhas simpáticas, representam o carisma da atracção do sujeito em questão, pela vida. Seja qual for o jeito. Não um carisma intrínseco e individual.
A parte e o todo, vá.
A essência da nova arte e dos novos nomes de acção artística, consiste em fazer qualquer coisa que surja, e posteriormente arranjar desculpas que o justifiquem amavelmente.
Um empirismo mediatizado como a bimby.
Um ramo de gerberas cor-de-laranja, ao colo de um maneta.
A onda musical das vozes minimalistas, que aspiram à feminilidade vintage.
Cantam como quem segreda vulnerabilidade de lábios entreabertos ao ouvido, a meio da noite.
Mas depois... há o depois e o antes, que esses sim, me fazem perder o leme.
Que mais se pode chamar à Prostituição, senão Prostituição?!
É isso, e a velha questão do porquê de ser Homem, com H grande, e não Mulher, no mesmo contexto.
Palavras são palavras, e é claro que ilustram as bases. Desmistifiquem conceitos e deixem-se de pleonasmos de gente fácil, bébés.
Há que apostar em tudo. Eu também trabalho...para blogs e páginas, para fermentação, desmame, para aquecer e arrefecer, e coisas que tais. Será que o devo formalizar socialmente?
Vai-se a ver, e não se perde nadinha. Sou uma persona mui séria.
Prefiro palhaços que não usem trocadilhos. Geralmente esses também são os que não usam artifícios coloridos.
Mas não deixa de ser um afazer digníssimo.
O outro com devoção e aparentes acções piadosas, enganou o diabo.
A beleza é machista. A poesia é machista. O romantismo é machista.
E o feminismo usa-se de tal comodismo para se fazer notar, dizem elas, como contradição radical.
Não sei se compreenda tal reflexo da impossibilidade, ou se ache francamente estúpido.
O tacão da mulher banal e de sorriso tranquilo.
A integridade, é o centímetro da liberdade que podemos.
Quanto mais óbvio o motivo, mais bem sucedido o culto do gosto e da conquista.
Mantenham-se à tona, queridos mal amados!
Aparecidos analogistas, perdoem-me se não vos forneço realidade numa bandeja. A tendenciosa mania de vos expandir e ilustrar é um acréscimo à verdade que, por ser meu, julgais desnecessário.
Compreendo, mas não uso relógio de pulso, nem fio de prumo. Não uso pistola, nem mastigo pastilha elástica assim tantas vezes. Não uso, não senhora. Compreendo, sim senhora.

PS.: Vou ali e já venho.

O Menino ainda dormia.
Mas qualquer estorieta dá uma canção? Depois é espetar no clip, o cantor a tocar some fucking shit, com um plano de fundo de um barracão colorido, ou então de uma rua na esquina dos contentores do lixo, e está feito o esquema para os melhores ouvidos.
Esta malta, às vezes parece que num sei...!
- Olhe, traga-me o açucar se faz favor. Não não...afinal, o café só...Ai não espere... um abatanado. Não, um sumo. Sim, um sumo! De laranja! De ananás! Não, olhe, afinal não me traga nada, faça de conta que nem apareci. Boa tarde e isso.

Assim, tudo seguidinho.
Espasmos de criatividade, são os imundos.
Não há nada de pensado numa punheta, e ainda há tudo o que se pensou.
O palco só eleva princesas deslavadas sem sapo, vestidas de Quimera.
Porque é só isso mesmo, uma questão de centímetros até ao discernimento do intelecto, do carácter.
Ser-se não é uma questão de ângulo, mas uma questão aérea.
Paradoxos do conhecimento.
- Parece maior falarmos em várias línguas. E é, porque nos parece.
Gosto de palavras curtas, mas raramente as aprecio isoladas.
A beleza é estática, ao contrário da apreciação que lhe é feita.
A songa que deseja ser arrebatada. O monga que deseja a foda eterna.
Óculinho hipster aqui, óculinho hipster ali...!
Gostoso, chega a ser óculo desinsabidão, velho, sem armação, aborrecido.
Fala sério.
Boas dissertações as faz, quem sabe que pôr creme ou não na cara, é uma opção indiferente.
A loucura, tal como o respeito, não é coisinha que Seja aquando alguém por perto. Mas é coisinha para se partilhar.
Ela ouve música alternativa. Tem franja, e sabe mensagens de amor intervencionista, que eu sei lá. Ela consegue ser bonita. Como o candeeiro de mesa aceso, face ao sol ameno. Contrastes desbotados.
Mas bom bom... é a noite às escuras, com o cheiro a ervas daninhas e a coisas roubadas.
Qualquer coisa de exacerbado, acaba por me parecer fútil, senão desastroso.
O que contextualmente aproxima a futilidade com o desastre. Um desastre fútil, ou uma futilidade desastrosa, enfim.
A inveja é sentimento que me merece respeito. Muito. Todo.
Por isso que mesquinhez não é inveja, é acne. Perturba e "desbonita" os mal formados.
‎- Ah sim?
- Ah era?
- A sério?
- Mesmo?
- Assim?
- Ah?
- O quê?
- Uh?

E por aí A fora, numa constante surpresa, mediatizando um discurso arreganhado de informação.
Não descorar com os informadores, 'tá vróm?
'Tá vróm.
É rude, de borboletas e rosas a piscar no alto da coroa de plástico. É rude.
Necrofilia, mais que uma imoralidade...uma tendência!
'Bora criar um contexto p'ra isto, que a malta alinha.
- Eu agorinha sou bué da desgraçada. Mas uma desgraçada com estilo! Com arte e pedigree! Que pensaindes, meus mouros?!

(Focinha cerrada, e olhos semicerrados de charme, em jeito de aprovação pensante.)

- Sista, passa-me aí o tabaco.
Creio que estamos perante um novo sebastianismo, desta, não ilustre.
Quem de lá viria?
Não sei, mas entretanto reúnam-se os intelectuais, por favor.
Profunda complexidade, é aquela que não pensa e cujo espectro de Narciso é largo.
Há que não pedir elegância exacta, a quem ainda tem muito para contar.
Deparei-me com uma miragem dentro da chávena.
À minha frente
O chá quente que trazia, acabou há mais de três horas.
E voltei a vê-lo ali frio, pela primeira vez, depois
Já o bebera há horas...
Há horas que não me lembrava
Quando a ilusão existe
É porque antes a realidade esteve.
Despida, ela é só os olhos da mãe.
Vestida, a roupa cansa a Cobiça, porque para esta, ela é insuficiente.
Ai Madalena...
Tendemos todos a mais do mesmo, em nome da originalidade.
Esquecer, é uma ordem convicta de subtilezas, do tamanho do universo de cada um. Não um privilégio ou um defeito.
Privilégio ou defeito, é ter o que lembrar.
- Sebastião..., por ora que regressasteis sozinho... Para lá onde estivesteis, ficaram os serôdios? Os desenfeitados, feios, sem dentes, sem aspirações a delicadeza, rebeldes desde o osso, desmembrados desde a alma?
Sois capaz de me dizer que por lá ficaram a gargalhar?
Desgraçados... Eu, que tenho saudades deles.
- They don't understand...but we really know.
They conspire, afraid that we are more disgusting than they. And we are.
'Cause we cant tell them: Seriously, Liking is really fuckin' dirty.
- Amar eternamente, é amar à distância feliz, e não a distância a que nos encontramos.
Estou-me um pouco nas tintas para origens tornadas chavões, e não somente principais premissas.
Quem tudo quer, tem de saber querer com muito jeitinho!
- Se perderes a piada, jura lá que não fazes o pretensioso esforço para a teres. Vá, jura lá.
- Porquê ser ousado, implica em si uma diferenciação tão pouco apelativa?
Você é um comum mortal, de calças azul-mundo, e oculos de mergulho! So, who cares?
Renova-se o papel higiénico, como a paz.
- Sendo as mais e maiores aproximações entre nós, espinhas e pontos negros.
É isso, e pessoas para lá de sérias. Multiplicam-se como cogumelos rasteiros, todos juntos, no meio das ervas daninhas.

Pronto.
Feito o sorteio, ganham então hoje os mais honrados.
Felícia, tinha uma tartaruga tatuada nas costas da mão, e agarrava com tenacidade e rapidez eminentes.
É bonito o mundo dos que procuram sentidos. Os sentidos.
As palavras dilatam tudo o que retratam.
Firmino, era um porquinho da india, que aspirava a liberdade de um javali.
Ninguém escreve poemas sobre javalis.
Em plena era da comunicação facilitista, ''be yourself'' é a principal mensagem em cheque.
Se não há ''poder de compra'', sejamos vendidos. Mas uns vendidos garridos e muito bem kitados da mais avançada tralha, é claro.
Quem disse que ''não'' quadrado, nunca soube o que é um ''sim'' redondo.
O contador de sonhos de outros, é um espectro emprestado às suas histórias.
E o que é real, nem por dentro, no íntimo, fica em registo.
Pois o que o mundo sabe, é absolutamente nada, repleto de formas.
Se esta é a traição por excelência, não há maior.
- Sou-vos o mapa. E ninguém disse que era o desta terra.
Estava ele macambúzio, de baixo do seu chorão. Protegia-se da chuva, que afinal, redobrava-se ali com os pingantes.
Só é ruim quem pode. Assim como a justiça só é por alguns alcançável.
O desequilibro consiste em, uma e outra, pertencerem aos mesmos.
Acreditar não é ter fé. É incondicional. A fé é necessária como demonstração audaz de cobardia.
- Ao invés de salvar o mundo, prefiro deixa-lo com dada legitimidade.

Afirmou alguém, antes de...
- Perfura-lhe os orifícios com despretensão. Talvez lhe encontres um pouco de dó, no meio dessa vaga noção de prazer.
Coisa nobre, isto de ser aborrecida uma reprodução do golpe, desta, aos atuais Habsburgos.
Abençoai Sinhor os, ainda, feriados!
- Come leite, e bebe espinafres.
Faz-te um marinheiro macho e esquizofrenico, rapaz!
E quando o nada se subtrai em milhentas vontades...só se pode ser um feliz contentado.
Ela lá achou, que só quem a comeu, trazia já qualquer coisa no bico.
Hoje em dia, só há lixo infeliz, se este mesmo assim quiser.
Aprecio pessoas com camadas. Obvia formosura, talentos chapados e caras bonitas, não me tiram o sono.
Es verdad que me quedo en su maliciosa fascinación. Cuando vino a mí en el pensamiento.
Apontamentos de cor, são como o seleto elogio que cai bem. E vá.
Filmes para travecas e garotas com anspiração a estrela, podem sempre conter boas cores e cenários. So what?
Quem se entrega sem se vir com o pior de si, limitar-se-á ao sorriso dependente.
Valha-nos a azeiteirice! Sem ela, o mundo perdia qualquer noção de textura!
Perder tempo, não existe. E a existir, será qualquer coisa como a tentativa contínua da superioridade, ao invés da auto-superação.
Só os sérios fazem informação.
Queres avaliar o trabalho..., entra no atelier, nos bastidores, vai ao show do bar da esquina, ao velho teatro, à cabeceira, ao armário, à praça em frente à casa, à rua além fronteiras.
Queres apreciar a arte..., olha duas vezes. Da segunda já devem ser certas a limitação e a identificação. Tuas e do original criador.
- Miguel Guilherme, futura transferencia planetária do ser humano?
E diz-se você actor de primeiro take...
Uma sugestão de mensagem, que parte de qualquer coisa estúpida, traduzida a partir de uma qualquer criatividade de quem come pintarolas e bebe cerveja.
Isto é, para mim, o novo conceito de alternativo.
Low profile descomposto. Em boa forma, tende a encher medidas momentâneas.
"Experimentalidades" de quarto.
A consideração jamais é uma questão de moral. Ou bem que a há, ou bem que não. Só.
- Trigo...pena só seres bonito na seara. O que até, à parte de mim, nem é pena.
‎"Perante" é superior a "sobre". O que não deixa de ser uma ironia conceptual.
Enquanto os outros procuram a vida, eu rapo um tacho, sentada no chão.
Lavar a louça, limpa um canto ou outro esquecido, da alma.
Egocentrismo, são os que veneram a ilusão de amar o que procuram, mas que não amam nada do que encontram. Estes que giram em torno da sua individualidade, que se assemelha a uma casa cheia de coisas, perdidas no sótão.
Egocentrismo, esteticamente é um encanto. Ou não fosse a estética, a ciência do egocentrismo por excelência.
Já tudo se dinamiza a partir dos dedos, e já nada se toca.
- E si o rato quisé queijo...ou bem qui chega à geladeira, ou bem qui cai na ratoeira, poh!
É...Cristo tinha dois pais. Um que não lhe devia genética, e outro que era uma pomba sagrada e branca. Uma pomba, vá. Nasceu de uma mãe que não amou para o ter. E pregou a justiça e o amor à sanguinária humanidade.
E vivam..., vivam sim, os comuns mortais que correm e se escondem.
Provável que tenham mentido por ti, oh Jesus. Oh menino.
É assim.
- Já não te sinto debaixo dos pés. Perdi-te o sentido.
- Somos assim. BuédSa altSernatSivos. TSodos buédSa altSernatSivos, menz.
Eis que quem procura a suprema verdade, mais não encontrará do que a mentira por excelência que move todos os interstícios das eras.
Então, saber-se-à igual mentiroso, e ainda enlouquecido.
Integração, profetizam vocês.
Corram todos aos brilhinhos, usemo-nos de tudo e tudo! Sejamos metade Homens, mas astutos.
Ou isso, ou os velhos do Restelho. A meio, só o vácuo do despretensionismo.
- Ninguém te vai salvar, se é isso que perguntas.

Também foi o Menino que me disse. Assim.
Eram socialistas liberais, que vestiam Billabong e calçavam Timberland, senhor! Eram muitos, tantos, na manifestação rebelde, de iphone em punho, para maior área de interacção e registo! Senhor, que vieram de tão longe de carro! Ai ou coisa que o valha, meu senhor! Que fazer? Oh, que fazer?
Juro a pés juntos, que comiam criancinhas pela hora da ceia, empurradas pela cerveja, ah!
- Enquanto ouvires as minhas estórias, não estás só.
É tão pouco para uns, serem aquilo que podem.
O que desordena uma molécula, é a ordem das partículas.
O que não tem limite, tende a ser mais fascinante. Esta, a presunção de quem menospreza e desconhece de seus muros.
Nunca compreendi a ânsia de ter asas, do ser humano.
Igualável a um pólo, está o seu oposto.
Como na guerra, a derrota ou a vitória.
Quem fala de Paraíso sem Inferno, não tem nada para contar.
As pessoas tendem a fazer uma grande coisa, quando defendem alguém.
E posteriormente, uma coisa grande, que é revela-lo.
Ai, essa coisa da grandeza.
- Minha porta es....um burro e um elefante que se adoram, a disputar coisas sem sentido.
Transformar os elementos naturais que o mundo nos oferece, e torna-los rentáveis. A torto e a direito, e sempre resultante.
Este fundo, como princípio.
E o Senhor lá em cima, esconde a cara nas mãos, apoiado no seu próprio e ultrapassado testemunho.
Até na inutilidade assumida de quem dorme, levo com armazens de impressões firificoques, bandos com sorrisos amarelos, ruas enormes, e carroceis de pandas raivosos, que nos sentam numa cadeira diabolica, esta que se movimenta por entre espaldares de macacos e touros mecânicos.
Lá pelo meio alguém segreda a um ouvido alheio: Vês? Qual quê! É uma mulher sem medo!
Invariavelmente, a anti-propaganda é propagandista.
E hoje rege-se pela mesma linha.
Ora, a força da gravidade formalizou-se, à sombra de uma àrvore! De uma mera árvore, foda-se!
- Olhe faxabor, queria meio Kg de ideal.
- Não quer comprar já o pacote completo, e arrumar já com a questão? Temos ofertas especiais para quem compra a totalidade. Compensa bem mais, olhe que...
- Hum, o orçamento endurece, mas assim sendo...
- Qual deles quer? Temos toda esta gama de escolhas...
- Aquele ali, da embalagem gira!
- E o queijo que se me acaba. E a alma que se me enraba. Vá, que isto dito pela sinhora do google tradutor, tem logo outro charme...
(Try!)
A melhor forma que eu tenho de entender, é não amar. A melhor forma que tenho de conhecer, é amar.
Entender e conhecer podem viver juntos, mas não se pressupõem.
Quartos separados. Harmonia na sala.
- Orientação? É mesmo ali à frente...
Segue, segue, segue...há-de encontrar um cruzamento...vira para o lado do rio...Segue, segue, segue...terceira à esquerda...Há-de haver uma casa vermelha algures, nessa rua...Segue, segue, segue...
Creio ter-se perdido qualquer plano de partida. Quer linguístico, quer a nível de pensamento.
Como tal, é quase legítima qualquer diarreia verbal.
Já não leio notícias orçamentais e derivados com discursos "pós-modernos". Se alguém me quiser, no fim das contas, trocar por miúdos, fico mais ou menos agradecida.
O polvo sempre foi um animal que me fez certa confusão. Acho-o mais perverso do que as cobras.
Chupar pilas, e ácidos, sempre foram as metáforas preferidas dos constantes revoltados.
Assumo também a minha rubrica, aqui e ali.
Questão curiosa. Hum hum.
Chamam-se fome e sono. Que em simultâneo, são como a incompetência e a tesão. Ou talvez não. Ão ão.
- Eles eram três personagens colossais, que mataram a minha casa.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

É presunção desacreditarmo-nos ao ponto de assumirmos a totalidade de um caminho.
A coragem é sempre presunçosa.
- Como se embalsamam sonhos desmembrados?
Tenho uma série deles para exposição.
"Mais uma vez repito:

Portugal e o turismo serão viáveis com a emigração maciça dos portugueses para Marte.
Ficam cá os choferes de táxi, malta dos hoteis, ranchos folclóricos, rapaziada do strip, prostitutas, ranchos folclóricos e fadistas.
Pensar também em aldeias folclóricas típicas com top models vestidas á "aldeia da roupa branca"."

Via, Candidato Vieira
- Nunca, mas nunca, submetam o cliché a um bando de clichés.
‎Na rua, o piqueno para a mãe:
- (...) e eu já pedi ao pai natal, mas ele não diz nada...
- Sabes, a mãe já falou com o pai natal, sabes, e ele disse que já tinha a tua prenda!
- Ah disse? E falaste com ele como? Ele comigo não fala.
- Ele disse-me que te portaste bem.
- Então se me portei bem, porque é que não fala comigo?
- ...
Acaba por ser um pouco assim.
- Quero novidades velhas e com cheiro a maçã e erva cortada, se faz favor.
Uma das maneiras mais eficazes de se saber o tipo de pessoa com quem se lida, a ser relevante, é saber o seu feedback prático, relativamente ao serviço público nos seus variados meios de intervenção. E por caprichoso acréscimo, o verbal.
A vantagem é que nunca somos surpreendidos, nem pelos papa-tudo, nem pelos reivindicativos do chavão.
Os indiferentes, tendem a ganhar pontos, se forem ao jardim ler um livro velho, enquanto bebem uma Coca-Cola.
Hum.
- Descobriram a polvora!! Antecipem a cerimónia de festejo, por favor. Mas uma coisinha deveras modesta e low profile, bem como os tempos o pedem! Talvez champagne francês, e medalhas de ouro puro. Ninguém dará por nada, e só para o ano se descobre a polvora novamente.
- Festas no lombo e bolachas com essa gente. Que enquanto estão, tendem a aquecer os pés dos mais preguiçosos.
- Com verdade sublinho que as cebolas têm camadas. E quem diz a verdade, verde ou não, a mais não é obrigado!
A mão direita costuma ser amiga do moral.
Assimcomássim.
Anita e a chacina maciça.
O outro dizia "cenas maradas"..., eu vou pelas "místicas". Só porque sim, imaginem.
- Santíssimo Bordal Pinheiro que nos livre! Que estamos todos sujeitos a ir por aí rua fora, e a apanhar um camadão de alzheimer, que eu sei lá! Como ao oitro sinhor do Preço Certo.
Toca a todos.
- We don't have a fuckin' story, but we borned together. Damm shit, baby!
Uma careca que espelha o sol, é uma alegoria à subjugação da lua a um bem mundano e pequeno.
Como quem perde sonhos, ou como quem não respeita a dignidade do inalcançável.
É uma careca. E não um problema estético.
Everybody know her. But anyone can it.
- Agarra que é integro!
Apetece-me dizer bem das larvas, enquanto larvas. Fica a ideia.
Amor, a ser, é achar que vale a pena. Não um poema de Pessoa, que se guarda, mas não se tem.
Um belo quadro surrealista, não poderá nunca aborrecer, excepto se na parede da nossa casa.
- Era um tratante!
- De quê?
- ...De maldade!
- Que lhe fazia?
- A quem?!
- À maldade...
- Ora, que parvoíce! Era um tratante sem escrúpulos, mulher! Pronto!
- Porque é que nunca ninguém sabe explicar a base de um juízo de valor?
- ...Olha, queres café?!
- Quero.
- É tão mais fácil assim... Desculpe!! Dois cafés, por favor, e a conta!
- Desafio-te sem lixo ou Cristo.
- Perguntar se se está bem ou mal, é criancice. Mas nós já não temos idade também para estas coisas.
Legitimidade é idade. E não o contrário.
Há tanta merdinha para justificar a origem de eras de derrotismo e incompetencia, não a resumam a uma palavra. Quando vos ocorrer a tentação de culpar, subam a uma colina e uivem! Ou então fodam de vez esta estória toda, mas com tomates e raiva de vinte tempestades.
O resto, são micoses das chatas, caros comparsas. Das chatas.
A avaliar pelo sorriso...obrigar-se-ia a um gesto bem mais largo, que a costura lhe prende.
- Bomba atomica! What's the question, hum?
‎"Os pikachus não se pedem, evitam-se!"
Se desta praia tudo se vê em virtude, nunca nenhum barco será tão perto e maior.
Mas eis que a praia, porque o diabo e a inercia o teceram, é a unica que não é lugar.
- Peço que me estupidifiquem com uns oculos 3D...vá!