Arrastou-me pela subida de relvado aberto até lá a cima aos claustros, como se assim me elevasse ao pico do que me era merecido, e perguntou-me expectante: É aqui que costumas estar à espera?
Respondi-lhe, avançando calmamente um passo na direcção dele: Não. É precisamente aqui que quero estar. Com ou sem ti.
Sua ousadia superior e para mim, bastara-me sem alegria, muito menos lamento. Só e o bastante, pela total honestidade da consciência.
domingo, 18 de novembro de 2012
domingo, 29 de julho de 2012
Vendia sapatos de madeira, pedras das praias, teorias, e outras coisas inúteis. Os senadores achavam-lhe graça, porque era como que a parte de trás do jornal que ninguém lê, onde constam os cartoons e a piada do dia. Era o nascer da comédia na Grécia.
Um dia, como que por acidente antecipado do seu desleixo, falou no senado, e nasceu a tragédia.
sexta-feira, 27 de julho de 2012
quinta-feira, 26 de julho de 2012
quarta-feira, 18 de julho de 2012
sábado, 14 de julho de 2012
sexta-feira, 6 de julho de 2012
Se o cidadão comum e medianamente desafortunado, não ultrapassar o numero (ainda a previr/calcular, já para meados deste ano) de ciclos respiratórios, assim como de desalojamento de urina e fezes diários, este será meritóriamente recompensado com uma carícia na nuca e uma lata de ração ao final do mês. Os mais poupados, receberão ainda um abono correlativo a uma volta de trela ao quarteirão, OU a três banhos mensais de mangueira, acaso sofram de asma ou quejanda enfermidade. Para os que sofrem de flatulência ou incontinência renal, ser-lhes-á dada a atenção devida, havendo salas propícias para o efeito, sendo que dos restantes espaços serão interditados.
Acaso o proposto regime de leis seja descumprido, serão distribuídas vacinas aos cidadãos infractores, visando a morte indolor e silenciosa, no valor obrigatório de 200€ cada.
Amistosamente,
A direcção
Acaso o proposto regime de leis seja descumprido, serão distribuídas vacinas aos cidadãos infractores, visando a morte indolor e silenciosa, no valor obrigatório de 200€ cada.
Amistosamente,
A direcção
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Eles sabem sempre menos. Os demais. Nunca sabem o que é. O que se pode. O que se sente. O que se traz.
Eles sabem lá. Eles não podem perceber.
E mais problemático que das milhentas vezes em que isso é mentira, dada a consciência colectiva da intimidade, são as tantas acontecidas em que isso é verdade, dentro desse mesmo espaço cáustico.
A verdade sempre foi a mãe de todos os problemas. Mas é sempre dela que se pede colo.
Eles sabem lá. Eles não podem perceber.
E mais problemático que das milhentas vezes em que isso é mentira, dada a consciência colectiva da intimidade, são as tantas acontecidas em que isso é verdade, dentro desse mesmo espaço cáustico.
A verdade sempre foi a mãe de todos os problemas. Mas é sempre dela que se pede colo.
Gosto do que é contrário ao que acredito. Gosto como que de um pião a girar no meio de um caminho de terra batida.
Que me importa ter razão, quando todos os dias esta se levanta comigo sem me pedir licença...
A beleza está em não compreender o que me faz acreditar no oposto. Porque se não realizo, não compreendo, a entender.
Eis a simplicidade mais humilde da posse de uma total razão.
Uma consciência, para sempre permanecida no preconceito.
Que me importa ter razão, quando todos os dias esta se levanta comigo sem me pedir licença...
A beleza está em não compreender o que me faz acreditar no oposto. Porque se não realizo, não compreendo, a entender.
Eis a simplicidade mais humilde da posse de uma total razão.
Uma consciência, para sempre permanecida no preconceito.
quarta-feira, 20 de junho de 2012
sexta-feira, 1 de junho de 2012
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Yah, e agora que já rastreaste todos os canos de esgoto, achas que já podes cagar, ou...?
Temos tempo. Mas já que o podes fazer em qualquer lado, porque esperas pela sanita?
É verdade, porque também antes alguém teve de pensar nela, para que tu agora sentasses o teu pesado cu.
Oh grato não. Coerente.
E é bom que deixes um cheiro pestilento!
Temos tempo.
Mas sejamos realistas..., intestino não espera de boa forma.
Temos tempo. Mas já que o podes fazer em qualquer lado, porque esperas pela sanita?
É verdade, porque também antes alguém teve de pensar nela, para que tu agora sentasses o teu pesado cu.
Oh grato não. Coerente.
E é bom que deixes um cheiro pestilento!
Temos tempo.
Mas sejamos realistas..., intestino não espera de boa forma.
Desconheço os contornos da genialidade.
Não da suprema, mas da autêntica.
Desconheço quando palavras são escritas pela ordem do bom gosto, ou pelo sentido que sai da mácula.
Quando a íris procura ascender a glória partilhada, ou o afecto caprichoso.
Quando o bem estar e à vontade são definição de fraqueza nascente, ou um amontado de ideias cedidas.
E onde permanece a amena fusão, que delibera o cerne, sem ultrapassagens de batota.
Por isso que fingir é para todos, e apenas a verdade para os melhores.
E na verdade..., ninguém acredita.
Não da suprema, mas da autêntica.
Desconheço quando palavras são escritas pela ordem do bom gosto, ou pelo sentido que sai da mácula.
Quando a íris procura ascender a glória partilhada, ou o afecto caprichoso.
Quando o bem estar e à vontade são definição de fraqueza nascente, ou um amontado de ideias cedidas.
E onde permanece a amena fusão, que delibera o cerne, sem ultrapassagens de batota.
Por isso que fingir é para todos, e apenas a verdade para os melhores.
E na verdade..., ninguém acredita.
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Quando não como peixe, é porque não o sei comer. São as espinhas. São os lombos que requerem tempo. E a pele que requer dada atenção.
Portanto quando o como, é de valor se salientar a minha falta de paciência e simultânea consideração elevada pelo facto. Pelo peixe até.
Se como ou não bem e até ao fim, é irrelevante, uma vez a consciência.
Portanto quando o como, é de valor se salientar a minha falta de paciência e simultânea consideração elevada pelo facto. Pelo peixe até.
Se como ou não bem e até ao fim, é irrelevante, uma vez a consciência.
quinta-feira, 19 de abril de 2012
A minha linha de entendimento lúdico da sátira, é séria. É finalizada. É do tamanho da base de sustentação, que o meu conhecimento permite.
Essa moda de meia-boca, meia imitação, de meia piada a toda a brisa, faz com que qualquer conceito de graça, perca os principais valores.
A opção de estilizar e do nonsense, é uma subtileza de redução de informação "pesada", que só cabe aos capazes.
A impertinencia é uma convicção limada. Não um contágio colectivo.
Riso fácil é nobre. Piada fácil (muitas vezes tendenciosa) é, sobretudo, falta de discernimento.
Essa moda de meia-boca, meia imitação, de meia piada a toda a brisa, faz com que qualquer conceito de graça, perca os principais valores.
A opção de estilizar e do nonsense, é uma subtileza de redução de informação "pesada", que só cabe aos capazes.
A impertinencia é uma convicção limada. Não um contágio colectivo.
Riso fácil é nobre. Piada fácil (muitas vezes tendenciosa) é, sobretudo, falta de discernimento.
terça-feira, 17 de abril de 2012
(...)
Devo confessar, e isso sim, à margem de práticamente tudo isto e, no entanto ali como quem vai para o cerne, que estou cansada de gente gira.
Malta gira e criativa, e criativa e gira. E que gosta de tudo o que é original e injustificavelmente explorável, e não sabe de nada do que é foleiro.
Porque o que é foleiro, é espelho de quem não tem gosto nem cultura. Nem nome, nem alcance. O que medidas bem as coisas, é uma mentira travestida de berloques bem azeiteiros. Mas deveras, deveras azeiteiros.
Pressuposta a carência da clamada personalidade vincada, e gerado o mau gosto natural, derivado de uma qualquer incompreensão cedimentada, nada mais tem um foleiro que, em caso disso, se afastar da onda cool que abate os sedentos de razão intelectual e de atitude.
Pois que qualquer reflexo massiço existe, porque existem as pessoas baratas, ainda que boas, nem tanto, ou assim assim. Ponto.
E depois há as tantas baratas e giras. Umas mais baratas que giras, outras mais giras que baratas,patati-patátá.
Compreendo a gente factualmente foleira como uma lufada de ar fresco. E postos os seus brilhos e pechisbeques, cabelos oxigenados de raízes escuras e vulnerável facilidade do gesto, tomo-lhes a presença como a minha capacidade de respirar profundamente.
Profundamente, atenção.
Gente feia, torta, cafona, com dentes amarelos, olhos vulgares de cachorro desengraçado, que ainda assim abana freneticamente a cauda. Assim mesmo, e só assim.
A limitação que lhes imponho dentro à minha crítica azedada, posiciona-me arrogantemente superior pela tomada de consciência. E folgo não ser jamais caso único. Nem especial. Nem nunca visto. Nem maior.
Parada azedo, eleada de gente gira. O que, vai-se a ver..., é um pimpolho paradoxo, sendo que esta nunca me tirará o sono.
Que saudades de uma inconsciência que, digo, só existiu porque eu tinha tempo e falta de maneiras suficiente, para lhe provar o trago.
A moda é por excelência, o renovar de preconceitos.
E a limitação, é meramente a liberdade enorme que é.
Não sabemos nada, em não ser feios com toda a verdade que nos compete, a cada um individualmente. Em qualquer tempo de beleza.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Quiçá escrito em inglês como cantam os Clã, tudo ganhe um novo sentido conceptual.
Importante também referir que nós por cá, nas terras lusitanas, damos agora o ar de nossa bela graça, rumo ao rio longo e largo das reinvenções.
Somos fado e somos mais soltos. Somos poetas de joelho e de pastelaria. Somos garagens e intervencionistas, e ressentidos e ágeis, e descomprometidos e revoltados. Deveras descomprometidos e revoltados.
Miúdas do fado, miúdas da t-shirt larga e franja a roçar no rimel. Somos de novo e melhor.
Eu gosto disso. Em tons de pastel, agrada-me sempre a ideia de requinte descomplicado, sobre uma qualquer origem emprestada. Somos únicos.
E cantamos solidão de uma forma contente, ao desafio. Respondemos a tudo, e cuspimos as cinzas da beata para o lado.
Somos todos pensadores. E à noite batemos todos à mesma porta, para falarmos de banalidades com estilo.
Quiçá bandolins, guitarras portuguesas, ukeleles, guizos, e pianolas de plástico infantis. Quiçá imensas vontades, barbas, óculos grandes, e cabelos soltos até ao fundo das costas.
Vestidos, à vontades, projectos, criadores por tudo o que move e nada que mexe. Novos artistas reivindicados, amamentados até à menopausa, exacerbados até ao outro lado da rua.
Quiçá meninos e moços, pelas ruas onde o lixo ganhou tom e perfume de boutique.
terça-feira, 3 de abril de 2012
São os pequenos segredos das pequenas sociedades. O estado, (colectivo externo ou individual) controla a ordenação do subjugado. Politiquices, seja qual for a forma.
Por seu meio, descobrem-se coisas que se guardam como jamais pensadas, e que afinal não passam de uma memória colectiva, descoberta infinitas vezes ao longo de todas as eras à volta do mundo.
Se tão pouco.
Por seu meio, descobrem-se coisas que se guardam como jamais pensadas, e que afinal não passam de uma memória colectiva, descoberta infinitas vezes ao longo de todas as eras à volta do mundo.
Se tão pouco.
Aparecidos analogistas, perdoem-me se não vos forneço realidade numa bandeja. A tendenciosa mania de vos expandir e ilustrar é um acréscimo à verdade que, por ser meu, julgais desnecessário.
Compreendo, mas não uso relógio de pulso, nem fio de prumo. Não uso pistola, nem mastigo pastilha elástica assim tantas vezes. Não uso, não senhora. Compreendo, sim senhora.
Compreendo, mas não uso relógio de pulso, nem fio de prumo. Não uso pistola, nem mastigo pastilha elástica assim tantas vezes. Não uso, não senhora. Compreendo, sim senhora.
PS.: Vou ali e já venho.
- Sebastião..., por ora que regressasteis sozinho... Para lá onde estivesteis, ficaram os serôdios? Os desenfeitados, feios, sem dentes, sem aspirações a delicadeza, rebeldes desde o osso, desmembrados desde a alma?
Sois capaz de me dizer que por lá ficaram a gargalhar?
Desgraçados... Eu, que tenho saudades deles.
Sois capaz de me dizer que por lá ficaram a gargalhar?
Desgraçados... Eu, que tenho saudades deles.
Queres avaliar o trabalho..., entra no atelier, nos bastidores, vai ao show do bar da esquina, ao velho teatro, à cabeceira, ao armário, à praça em frente à casa, à rua além fronteiras.
Queres apreciar a arte..., olha duas vezes. Da segunda já devem ser certas a limitação e a identificação. Tuas e do original criador.
Queres apreciar a arte..., olha duas vezes. Da segunda já devem ser certas a limitação e a identificação. Tuas e do original criador.
Uma sugestão de mensagem, que parte de qualquer coisa estúpida, traduzida a partir de uma qualquer criatividade de quem come pintarolas e bebe cerveja.
Isto é, para mim, o novo conceito de alternativo.
Low profile descomposto. Em boa forma, tende a encher medidas momentâneas.
"Experimentalidades" de quarto.
Isto é, para mim, o novo conceito de alternativo.
Low profile descomposto. Em boa forma, tende a encher medidas momentâneas.
"Experimentalidades" de quarto.
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