domingo, 18 de novembro de 2012

Arrastou-me pela subida de relvado aberto até lá a cima aos claustros, como se assim me elevasse ao pico do que me era merecido, e perguntou-me expectante: É aqui que costumas estar à espera?
Respondi-lhe, avançando calmamente um passo na direcção dele: Não. É precisamente aqui que quero estar. Com ou sem ti.

Sua ousadia superior e para mim, bastara-me sem alegria, muito menos lamento. Só e o bastante, pela total honestidade da consciência.

domingo, 29 de julho de 2012


Vendia sapatos de madeira, pedras das praias, teorias, e outras coisas inúteis. Os senadores achavam-lhe graça, porque era como que a parte de trás do jornal que ninguém lê, onde constam os cartoons e a piada do dia. Era o nascer da comédia na Grécia.
Um dia, como que por acidente antecipado do seu desleixo,  falou no senado, e nasceu a tragédia.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

O longo amor, que presta homenagem às minorias do quotidiano, é indubitavelmente burguês. O resistente e adverso, é também ele, egoísta.
Resta-nos, no fim das contas da memória, compreender até onde queremos emagrecer ou engordar.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Do cimo da rampa, a esfera vira-se para o cubo e diz:
"É uma questão de impulso!"
Assim, quando te deixares ser neles da maneira mais fútil, saberás o que é plenitude, sem (te) concluíres nada. E daí para diante, é só contigo. Só besta beleza.
Resumindo ao miolo desta contenda, avisto merda. E é a essa que eu respeito devotamente.
Até que provem o contrário, afirmo o inverso.
- Sempre fui pela ditadura explicita, que não a outra. Aquela ali! Não apontando, que é feio.
É tudo, meu irmão.
O que existe em comum entre Jesus Cristo e o erotismo? 
A Glória. 
É tudo, meu irmão.
Cabem em qualquer sítio, e de um a outro há a certeza dos bem e mal aventurados.
É tudo, meu irmão.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Deus nunca assumiu a parternidade enquanto paternidade. EstAINDES a Ber, criaturas de Deus?!
O nazi à antiga, era o orgulho da sua mãe.
Meninas, desemprego é fitness!
Empreendedorismo está na moda. Empreendedorismo é fixe. Empreendedorismo dá trabalho não remunerado, a escrever.
Gosto de me referir a Deus, na mesma linha alegórica que a que ele não se refere a mim. Diz que quem se encontra na posição superior, é aquele que se questiona mais em relação à existência do outro. 
Eu sei nenhures dele. E ele pergunta se sempre é verdade que há gente.
Quando se sabe o insuficiente, alega-se o exacerbo.
A lógica peniana é subestimada. Porém respeitada.
Porque lá está, é moralmente tornado rude o que pode ser audaz.
Este tempo, é premonitório de ditadura.

sábado, 14 de julho de 2012

A samaritana mandou-me tomar banho no rio, e o criminoso alertou-me para que tivesse cuidado com as sanguessugas.
Não há não, bondade que não definhe sem bondade alguma.
- Me myself and I, a cagar na praia.
Me myself and I, de pernão gostoso.
Me myself and I, a atirar as crinas para trás das costas, com as beiças projectadas.
Me myself and I, muito fodida porque o mundo é redondo.
E mais e ais.
- Que te fosse por trás, e tudo em ti se fixava adiantado na fronte.
Erguias a cabeça num segundo bruto, de maxilar tenso, e sacudias o cabelo para as costas.
Que do meu rosto, já de pouco te serviam os olhos ou os beijos.
Dei-me por esquerda, quando no fim da direcção que seguia, a casa se encontrava à direita. E então, eu era para onde entrava, dando-me conta da presente certeza do partido que antes decidi.
Reconhecer o que se teve e já foi, trata-se da precoce insensatez necessária para a mudança de paradigma. Do vácuo a dar lugar a uma outra coisa que reconhece o que faz ou não sentido. 
E, repito, reconhecer. Não lamentar em breve vão.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Se o cidadão comum e medianamente desafortunado, não ultrapassar o numero (ainda a previr/calcular, já para meados deste ano) de ciclos respiratórios, assim como de desalojamento de urina e fezes diários, este será meritóriamente recompensado com uma carícia na nuca e uma lata de ração ao final do mês. Os mais poupados, receberão ainda um abono correlativo a uma volta de trela ao quarteirão, OU a três banhos mensais de mangueira, acaso sofram de asma ou quejanda enfermidade. Para os que sofrem de flatulência ou incontinência renal, ser-lhes-á dada a atenção devida, havendo salas propícias para o efeito, sendo que dos restantes espaços serão interditados.
Acaso o proposto regime de leis seja descumprido, serão distribuídas vacinas aos cidadãos infractores, visando a morte indolor e silenciosa, no valor obrigatório de 200€ cada.

Amistosamente,
A direcção

quinta-feira, 28 de junho de 2012

O amor é dos sonhadores. Mas o amor, a ser, é real.
E os meios e metades, tendem a ser a passagem para o vazio.
Logo, não tem nome aquilo que tanto se procura mostrar, não se tendo.
A mania da reminiscência, dos que não pesam coisa nenhuma.
Eles sabem sempre menos. Os demais. Nunca sabem o que é. O que se pode. O que se sente. O que se traz. 
Eles sabem lá. Eles não podem perceber.
E mais problemático que das milhentas vezes em que isso é mentira, dada a consciência colectiva da intimidade, são as tantas acontecidas em que isso é verdade, dentro desse mesmo espaço cáustico.
A verdade sempre foi a mãe de todos os problemas. Mas é sempre dela que se pede colo.
Em cada esquina um caraa aaa lho... Em cadaaaa cona a sentee eee ença...!
Gosto do que é contrário ao que acredito. Gosto como que de um pião a girar no meio de um caminho de terra batida.
Que me importa ter razão, quando todos os dias esta se levanta comigo sem me pedir licença...
A beleza está em não compreender o que me faz acreditar no oposto. Porque se não realizo, não compreendo, a entender.
Eis a simplicidade mais humilde da posse de uma total razão.
Uma consciência, para sempre permanecida no preconceito.
- Precisa de ajuda? Ela há a menina 20's e a menina 60's. Ao longo do corredor, nas vitrinas. Lá ao fundo, ficam as das antigas colecções, em saldos. Aqui são os provadores.
Esteja à vontade! Precisa de ajuda? Esteja à vontade!
A perda, é o fado de quem tem.
Pois que há quem procure coisas e sonhe com a altura do céu. E há quem se deite na calçada, e o encare de frente até adormecer.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

A utopian and detached ideal, is an echo. Only the end, not the story.
Não fui educada para gostar de ti.
Não sei é se cabe a mim decidir se isso é a minha fatalidade, ou salvação.
Limitação, ou ângulo largo.
Se o paradoxo existe, há algo em tal lamento, que a mais que a mera tristeza faz todo o sentido.
Um qualquer inteiro.
Barbaridade pode ser então a gentileza.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Eles não se querem um ao outro. Eles querem que os seus monstros sejam felizes por eles.
São idolatras do que lhes resta, e exaltam os restolhos alheios, para que juntos, sejam o castelo tenebroso, com a bandeira do medo hasteada.
Eram três e quatro armados. O quarto era o pacifista literal.
Macacos catados ou por catar, vivem o loop da alegria e da cooperação.
Assegurada a barriga, talvez venha o resto.
- Sou menos homem, quando tentas ser mais homem que eu e menos mulher que tu. 
  Ridículo não é o ridículo. Ridículo é o exacerbo da seriedade desprovida.
  Somos menos, e a merecermo-nos, não merecemos nada.
  Porque o que deve ser mútuo, é a graça.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

A arte é a parasita das ciências exactas.
É a filha preferida. Que se mete em sarilhos, e todos os dias ao por os pés em cima da mesinha da sala, diz que vai fugir de casa.
Explica-lhes lá tudo. Vá explica. Enche de pontuação, chuva e girassóis, esse caminho. No final de tudo, percebe se eles de facto perceberam.
E então, percebe tu, se isso realmente importa.
A realização da tara de cada qual, define o tamanho da sua magnitude.
Já o seu mundo, pode ser a mais, ou a menos que isso. E é onde os mundos se cruzam, que permanece intocável, o desentendimento. Jamais se saberão.
Yah, e agora que já rastreaste todos os canos de esgoto, achas que já podes cagar, ou...?
Temos tempo. Mas já que o podes fazer em qualquer lado, porque esperas pela sanita?
É verdade, porque também antes alguém teve de pensar nela, para que tu agora sentasses o teu pesado cu.
Oh grato não. Coerente.
E é bom que deixes um cheiro pestilento!
Temos tempo.
Mas sejamos realistas..., intestino não espera de boa forma.
Desconheço os contornos da genialidade.
Não da suprema, mas da autêntica.
Desconheço quando palavras são escritas pela ordem do bom gosto, ou pelo sentido que sai da mácula.
Quando a íris procura ascender a glória partilhada, ou o afecto caprichoso.
Quando o bem estar e à vontade são definição de fraqueza nascente, ou um amontado de ideias cedidas.
E onde permanece a amena fusão, que delibera o cerne, sem ultrapassagens de batota.
Por isso que fingir é para todos, e apenas a verdade para os melhores.
E na verdade..., ninguém acredita.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Porque amar a ideia que se tem das coisas, é reduzir a totalidade, rabiscando-a incessantemente de dentro de uma cave.
A geografia existe mais pela credibilidade, que pela orientação.
Uma pressupõe a outra. Se bem que a outra não pressupõe a uma.
Tlim-tlão.
Quando não como peixe, é porque não o sei comer. São as espinhas. São os lombos que requerem tempo. E a pele que requer dada atenção.
Portanto quando o como, é de valor se salientar a minha falta de paciência e simultânea consideração elevada pelo facto. Pelo peixe até.
Se como ou não bem e até ao fim, é irrelevante, uma vez a consciência.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

O segredo está em quem não guarda.
O centro do circulo perfeito existe, intocável e conhecido.
É o perímetro leal que confere tal segurança.
Nem sempre concordar conscientemente com um acaso de razão alheio, é sinal de inteligência.
Se bem que de humildade é sempre.
Mas, por razões que o menino Jesus desconhece..., humildade não paga dívidas.
A minha linha de entendimento lúdico da sátira, é séria. É finalizada. É do tamanho da base de sustentação, que o meu conhecimento permite.
Essa moda de meia-boca, meia imitação, de meia piada a toda a brisa, faz com que qualquer conceito de graça, perca os principais valores.
A opção de estilizar e do nonsense, é uma subtileza de redução de informação "pesada", que só cabe aos capazes.
A impertinencia é uma convicção limada. Não um contágio colectivo.
Riso fácil é nobre. Piada fácil (muitas vezes tendenciosa) é, sobretudo, falta de discernimento.

terça-feira, 17 de abril de 2012

(...)
Devo confessar, e isso sim, à margem de práticamente tudo isto e, no entanto ali como quem vai para o cerne, que estou cansada de gente gira.
Malta gira e criativa, e criativa e gira. E que gosta de tudo o que é original e injustificavelmente explorável, e não sabe de nada do que é foleiro.
Porque o que é foleiro, é espelho de quem não tem gosto nem cultura. Nem nome, nem alcance. O que medidas bem as coisas, é uma mentira travestida de berloques bem azeiteiros. Mas deveras, deveras azeiteiros.
Pressuposta a carência da clamada personalidade vincada, e gerado o mau gosto natural, derivado de uma qualquer incompreensão cedimentada, nada mais tem um foleiro que, em caso disso, se afastar da onda cool que abate os sedentos de razão intelectual e de atitude.
Pois que qualquer reflexo massiço existe, porque existem as pessoas baratas, ainda que boas, nem tanto, ou assim assim. Ponto.
E depois há as tantas baratas e giras. Umas mais baratas que giras, outras mais giras que baratas,patati-patátá.
Compreendo a gente factualmente foleira como uma lufada de ar fresco. E postos os seus brilhos e pechisbeques, cabelos oxigenados de raízes escuras e vulnerável facilidade do gesto, tomo-lhes a presença como a minha capacidade de respirar profundamente.
Profundamente, atenção.
Gente feia, torta, cafona, com dentes amarelos, olhos vulgares de cachorro desengraçado, que ainda assim abana freneticamente a cauda. Assim mesmo, e só assim.
A limitação que lhes imponho dentro à minha crítica azedada, posiciona-me arrogantemente superior pela tomada de consciência. E folgo não ser jamais caso único. Nem especial. Nem nunca visto. Nem maior.
Parada azedo, eleada de gente gira. O que, vai-se a ver..., é um pimpolho paradoxo, sendo que esta nunca me tirará o sono.
Que saudades de uma inconsciência que, digo, só existiu porque eu tinha tempo e falta de maneiras suficiente, para lhe provar o trago.
A moda é por excelência, o renovar de preconceitos.
E a limitação, é meramente a liberdade enorme que é.
Não sabemos nada, em não ser feios com toda a verdade que nos compete, a cada um individualmente. Em qualquer tempo de beleza.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Quiçá escrito em inglês como cantam os Clã, tudo ganhe um novo sentido conceptual.
Importante também referir que nós por cá, nas terras lusitanas, damos agora o ar de nossa bela graça, rumo ao rio longo e largo das reinvenções.
Somos fado e somos mais soltos. Somos poetas de joelho e de pastelaria. Somos garagens e intervencionistas, e ressentidos e ágeis, e descomprometidos e revoltados. Deveras descomprometidos e revoltados.
Miúdas do fado, miúdas da t-shirt larga e franja a roçar no rimel. Somos de novo e melhor.
Eu gosto disso. Em tons de pastel, agrada-me sempre a ideia de requinte descomplicado, sobre uma qualquer origem emprestada. Somos únicos.
E cantamos solidão de uma forma contente, ao desafio. Respondemos a tudo, e cuspimos as cinzas da beata para o lado.
Somos todos pensadores. E à noite batemos todos à mesma porta, para falarmos de banalidades com estilo.
Quiçá bandolins, guitarras portuguesas, ukeleles, guizos, e pianolas de plástico infantis. Quiçá imensas vontades, barbas, óculos grandes, e cabelos soltos até ao fundo das costas.
Vestidos, à vontades, projectos, criadores por tudo o que move e nada que mexe. Novos artistas reivindicados, amamentados até à menopausa, exacerbados até ao outro lado da rua.
Quiçá meninos e moços, pelas ruas onde o lixo ganhou tom e perfume de boutique.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Como aquela coisa de quem é pago para ser engraçado, não ter piada nenhuma à mesa, a lanchar.
Gosto deveras dos pequenos coitados manstronços, que são sobrevalorizados por entre confetis e andores por o serem.
E ainda gosto mais, dos de entre os tais, que apreciam tal efeito leque.
- UUUUUuuuuuuaaaaaaAAAAAA! - (Multidão ao rubro)
O outro dizia que o cachimbo não se tratava de um cachimbo. E ainda outro dizia que o mictório vai-se a ver era uma fonte.
Eu cá digo que não se trata de inércia não ter nada para vos mostrar em contradição.
Atempadamente.
Pois que o sol é o sol, e já espreita lá fora com vontade.
A intimidade colectiva. Ai ai, a intimidade colectiva.
A confiança dos pequenos rockeiros experimentalistó-coises. Emprestaram-lhes o mundo, agora..., olha!
Eunucos pensam como ninguém. Facto.
O resto, vem por aí em diante.
Como se "caralho" fosse a palavra que tudo arruma e desespera.
Caralho isto.
Caralho aquilo.
Caralho grande, fino, pequeno, grosso, aguçado.
Literal e nem tão pouco.
É magnitude. É inteiro de uma ponta à outra.
É um resumo da merda social, sobre uma poltrona de ouro, no Evereste.
Só do melhor é feita a verdadeira maldade.
A ideia de unicidade nos termos humanos, vem sempre aliada à sensação de solidão.
Básico alento sobre o próprio pêlo.
A música dos 80's, assim como quem vai para o geral da coisa, provoca-me a mesma sensação de quando ando às voltinhas numa cadeira durante longos minutos.
Sou menina para culpar a RFM.
A inglória da existência, é um esquerdismo, mais ou menos acérrimo.
Fraldas. Uma porcaria. Dois pólos etários.
E afinal, todo o aprendido em contradição, durante uma vida...é exíguo ao seu corpo. Igual ao dos seus pais. Brinquedo de mão beijada, raiva emprestada, caríssimos.
São os pequenos segredos das pequenas sociedades. O estado, (colectivo externo ou individual) controla a ordenação do subjugado. Politiquices, seja qual for a forma.
Por seu meio, descobrem-se coisas que se guardam como jamais pensadas, e que afinal não passam de uma memória colectiva, descoberta infinitas vezes ao longo de todas as eras à volta do mundo.
Se tão pouco.
Prefiro pensar em massa, e enquanto como massa. Os maxilares em movimento, tendem a estimular o mero razoável.
A utopia, é a maior das desculpas, para as pequenas. Até porque tende a ser racional.
Indiferença, é o oposto de tudo o que permite significados.
Alcunhas simpáticas, representam o carisma da atracção do sujeito em questão, pela vida. Seja qual for o jeito. Não um carisma intrínseco e individual.
A parte e o todo, vá.
A essência da nova arte e dos novos nomes de acção artística, consiste em fazer qualquer coisa que surja, e posteriormente arranjar desculpas que o justifiquem amavelmente.
Um empirismo mediatizado como a bimby.
Um ramo de gerberas cor-de-laranja, ao colo de um maneta.
A onda musical das vozes minimalistas, que aspiram à feminilidade vintage.
Cantam como quem segreda vulnerabilidade de lábios entreabertos ao ouvido, a meio da noite.
Mas depois... há o depois e o antes, que esses sim, me fazem perder o leme.
Que mais se pode chamar à Prostituição, senão Prostituição?!
É isso, e a velha questão do porquê de ser Homem, com H grande, e não Mulher, no mesmo contexto.
Palavras são palavras, e é claro que ilustram as bases. Desmistifiquem conceitos e deixem-se de pleonasmos de gente fácil, bébés.
Há que apostar em tudo. Eu também trabalho...para blogs e páginas, para fermentação, desmame, para aquecer e arrefecer, e coisas que tais. Será que o devo formalizar socialmente?
Vai-se a ver, e não se perde nadinha. Sou uma persona mui séria.
Prefiro palhaços que não usem trocadilhos. Geralmente esses também são os que não usam artifícios coloridos.
Mas não deixa de ser um afazer digníssimo.
O outro com devoção e aparentes acções piadosas, enganou o diabo.
A beleza é machista. A poesia é machista. O romantismo é machista.
E o feminismo usa-se de tal comodismo para se fazer notar, dizem elas, como contradição radical.
Não sei se compreenda tal reflexo da impossibilidade, ou se ache francamente estúpido.
O tacão da mulher banal e de sorriso tranquilo.
A integridade, é o centímetro da liberdade que podemos.
Quanto mais óbvio o motivo, mais bem sucedido o culto do gosto e da conquista.
Mantenham-se à tona, queridos mal amados!
Aparecidos analogistas, perdoem-me se não vos forneço realidade numa bandeja. A tendenciosa mania de vos expandir e ilustrar é um acréscimo à verdade que, por ser meu, julgais desnecessário.
Compreendo, mas não uso relógio de pulso, nem fio de prumo. Não uso pistola, nem mastigo pastilha elástica assim tantas vezes. Não uso, não senhora. Compreendo, sim senhora.

PS.: Vou ali e já venho.

O Menino ainda dormia.
Mas qualquer estorieta dá uma canção? Depois é espetar no clip, o cantor a tocar some fucking shit, com um plano de fundo de um barracão colorido, ou então de uma rua na esquina dos contentores do lixo, e está feito o esquema para os melhores ouvidos.
Esta malta, às vezes parece que num sei...!
- Olhe, traga-me o açucar se faz favor. Não não...afinal, o café só...Ai não espere... um abatanado. Não, um sumo. Sim, um sumo! De laranja! De ananás! Não, olhe, afinal não me traga nada, faça de conta que nem apareci. Boa tarde e isso.

Assim, tudo seguidinho.
Espasmos de criatividade, são os imundos.
Não há nada de pensado numa punheta, e ainda há tudo o que se pensou.
O palco só eleva princesas deslavadas sem sapo, vestidas de Quimera.
Porque é só isso mesmo, uma questão de centímetros até ao discernimento do intelecto, do carácter.
Ser-se não é uma questão de ângulo, mas uma questão aérea.
Paradoxos do conhecimento.
- Parece maior falarmos em várias línguas. E é, porque nos parece.
Gosto de palavras curtas, mas raramente as aprecio isoladas.
A beleza é estática, ao contrário da apreciação que lhe é feita.
A songa que deseja ser arrebatada. O monga que deseja a foda eterna.
Óculinho hipster aqui, óculinho hipster ali...!
Gostoso, chega a ser óculo desinsabidão, velho, sem armação, aborrecido.
Fala sério.
Boas dissertações as faz, quem sabe que pôr creme ou não na cara, é uma opção indiferente.
A loucura, tal como o respeito, não é coisinha que Seja aquando alguém por perto. Mas é coisinha para se partilhar.
Ela ouve música alternativa. Tem franja, e sabe mensagens de amor intervencionista, que eu sei lá. Ela consegue ser bonita. Como o candeeiro de mesa aceso, face ao sol ameno. Contrastes desbotados.
Mas bom bom... é a noite às escuras, com o cheiro a ervas daninhas e a coisas roubadas.
Qualquer coisa de exacerbado, acaba por me parecer fútil, senão desastroso.
O que contextualmente aproxima a futilidade com o desastre. Um desastre fútil, ou uma futilidade desastrosa, enfim.
A inveja é sentimento que me merece respeito. Muito. Todo.
Por isso que mesquinhez não é inveja, é acne. Perturba e "desbonita" os mal formados.
‎- Ah sim?
- Ah era?
- A sério?
- Mesmo?
- Assim?
- Ah?
- O quê?
- Uh?

E por aí A fora, numa constante surpresa, mediatizando um discurso arreganhado de informação.
Não descorar com os informadores, 'tá vróm?
'Tá vróm.
É rude, de borboletas e rosas a piscar no alto da coroa de plástico. É rude.
Necrofilia, mais que uma imoralidade...uma tendência!
'Bora criar um contexto p'ra isto, que a malta alinha.
- Eu agorinha sou bué da desgraçada. Mas uma desgraçada com estilo! Com arte e pedigree! Que pensaindes, meus mouros?!

(Focinha cerrada, e olhos semicerrados de charme, em jeito de aprovação pensante.)

- Sista, passa-me aí o tabaco.
Creio que estamos perante um novo sebastianismo, desta, não ilustre.
Quem de lá viria?
Não sei, mas entretanto reúnam-se os intelectuais, por favor.
Profunda complexidade, é aquela que não pensa e cujo espectro de Narciso é largo.
Há que não pedir elegância exacta, a quem ainda tem muito para contar.
Deparei-me com uma miragem dentro da chávena.
À minha frente
O chá quente que trazia, acabou há mais de três horas.
E voltei a vê-lo ali frio, pela primeira vez, depois
Já o bebera há horas...
Há horas que não me lembrava
Quando a ilusão existe
É porque antes a realidade esteve.
Despida, ela é só os olhos da mãe.
Vestida, a roupa cansa a Cobiça, porque para esta, ela é insuficiente.
Ai Madalena...
Tendemos todos a mais do mesmo, em nome da originalidade.
Esquecer, é uma ordem convicta de subtilezas, do tamanho do universo de cada um. Não um privilégio ou um defeito.
Privilégio ou defeito, é ter o que lembrar.
- Sebastião..., por ora que regressasteis sozinho... Para lá onde estivesteis, ficaram os serôdios? Os desenfeitados, feios, sem dentes, sem aspirações a delicadeza, rebeldes desde o osso, desmembrados desde a alma?
Sois capaz de me dizer que por lá ficaram a gargalhar?
Desgraçados... Eu, que tenho saudades deles.
- They don't understand...but we really know.
They conspire, afraid that we are more disgusting than they. And we are.
'Cause we cant tell them: Seriously, Liking is really fuckin' dirty.
- Amar eternamente, é amar à distância feliz, e não a distância a que nos encontramos.
Estou-me um pouco nas tintas para origens tornadas chavões, e não somente principais premissas.
Quem tudo quer, tem de saber querer com muito jeitinho!
- Se perderes a piada, jura lá que não fazes o pretensioso esforço para a teres. Vá, jura lá.
- Porquê ser ousado, implica em si uma diferenciação tão pouco apelativa?
Você é um comum mortal, de calças azul-mundo, e oculos de mergulho! So, who cares?
Renova-se o papel higiénico, como a paz.
- Sendo as mais e maiores aproximações entre nós, espinhas e pontos negros.
É isso, e pessoas para lá de sérias. Multiplicam-se como cogumelos rasteiros, todos juntos, no meio das ervas daninhas.

Pronto.
Feito o sorteio, ganham então hoje os mais honrados.
Felícia, tinha uma tartaruga tatuada nas costas da mão, e agarrava com tenacidade e rapidez eminentes.
É bonito o mundo dos que procuram sentidos. Os sentidos.
As palavras dilatam tudo o que retratam.
Firmino, era um porquinho da india, que aspirava a liberdade de um javali.
Ninguém escreve poemas sobre javalis.
Em plena era da comunicação facilitista, ''be yourself'' é a principal mensagem em cheque.
Se não há ''poder de compra'', sejamos vendidos. Mas uns vendidos garridos e muito bem kitados da mais avançada tralha, é claro.
Quem disse que ''não'' quadrado, nunca soube o que é um ''sim'' redondo.
O contador de sonhos de outros, é um espectro emprestado às suas histórias.
E o que é real, nem por dentro, no íntimo, fica em registo.
Pois o que o mundo sabe, é absolutamente nada, repleto de formas.
Se esta é a traição por excelência, não há maior.
- Sou-vos o mapa. E ninguém disse que era o desta terra.
Estava ele macambúzio, de baixo do seu chorão. Protegia-se da chuva, que afinal, redobrava-se ali com os pingantes.
Só é ruim quem pode. Assim como a justiça só é por alguns alcançável.
O desequilibro consiste em, uma e outra, pertencerem aos mesmos.
Acreditar não é ter fé. É incondicional. A fé é necessária como demonstração audaz de cobardia.
- Ao invés de salvar o mundo, prefiro deixa-lo com dada legitimidade.

Afirmou alguém, antes de...
- Perfura-lhe os orifícios com despretensão. Talvez lhe encontres um pouco de dó, no meio dessa vaga noção de prazer.
Coisa nobre, isto de ser aborrecida uma reprodução do golpe, desta, aos atuais Habsburgos.
Abençoai Sinhor os, ainda, feriados!
- Come leite, e bebe espinafres.
Faz-te um marinheiro macho e esquizofrenico, rapaz!
E quando o nada se subtrai em milhentas vontades...só se pode ser um feliz contentado.
Ela lá achou, que só quem a comeu, trazia já qualquer coisa no bico.
Hoje em dia, só há lixo infeliz, se este mesmo assim quiser.
Aprecio pessoas com camadas. Obvia formosura, talentos chapados e caras bonitas, não me tiram o sono.
Es verdad que me quedo en su maliciosa fascinación. Cuando vino a mí en el pensamiento.
Apontamentos de cor, são como o seleto elogio que cai bem. E vá.
Filmes para travecas e garotas com anspiração a estrela, podem sempre conter boas cores e cenários. So what?
Quem se entrega sem se vir com o pior de si, limitar-se-á ao sorriso dependente.
Valha-nos a azeiteirice! Sem ela, o mundo perdia qualquer noção de textura!
Perder tempo, não existe. E a existir, será qualquer coisa como a tentativa contínua da superioridade, ao invés da auto-superação.
Só os sérios fazem informação.
Queres avaliar o trabalho..., entra no atelier, nos bastidores, vai ao show do bar da esquina, ao velho teatro, à cabeceira, ao armário, à praça em frente à casa, à rua além fronteiras.
Queres apreciar a arte..., olha duas vezes. Da segunda já devem ser certas a limitação e a identificação. Tuas e do original criador.
- Miguel Guilherme, futura transferencia planetária do ser humano?
E diz-se você actor de primeiro take...
Uma sugestão de mensagem, que parte de qualquer coisa estúpida, traduzida a partir de uma qualquer criatividade de quem come pintarolas e bebe cerveja.
Isto é, para mim, o novo conceito de alternativo.
Low profile descomposto. Em boa forma, tende a encher medidas momentâneas.
"Experimentalidades" de quarto.