quinta-feira, 28 de junho de 2012

O amor é dos sonhadores. Mas o amor, a ser, é real.
E os meios e metades, tendem a ser a passagem para o vazio.
Logo, não tem nome aquilo que tanto se procura mostrar, não se tendo.
A mania da reminiscência, dos que não pesam coisa nenhuma.
Eles sabem sempre menos. Os demais. Nunca sabem o que é. O que se pode. O que se sente. O que se traz. 
Eles sabem lá. Eles não podem perceber.
E mais problemático que das milhentas vezes em que isso é mentira, dada a consciência colectiva da intimidade, são as tantas acontecidas em que isso é verdade, dentro desse mesmo espaço cáustico.
A verdade sempre foi a mãe de todos os problemas. Mas é sempre dela que se pede colo.
Em cada esquina um caraa aaa lho... Em cadaaaa cona a sentee eee ença...!
Gosto do que é contrário ao que acredito. Gosto como que de um pião a girar no meio de um caminho de terra batida.
Que me importa ter razão, quando todos os dias esta se levanta comigo sem me pedir licença...
A beleza está em não compreender o que me faz acreditar no oposto. Porque se não realizo, não compreendo, a entender.
Eis a simplicidade mais humilde da posse de uma total razão.
Uma consciência, para sempre permanecida no preconceito.
- Precisa de ajuda? Ela há a menina 20's e a menina 60's. Ao longo do corredor, nas vitrinas. Lá ao fundo, ficam as das antigas colecções, em saldos. Aqui são os provadores.
Esteja à vontade! Precisa de ajuda? Esteja à vontade!
A perda, é o fado de quem tem.
Pois que há quem procure coisas e sonhe com a altura do céu. E há quem se deite na calçada, e o encare de frente até adormecer.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

A utopian and detached ideal, is an echo. Only the end, not the story.
Não fui educada para gostar de ti.
Não sei é se cabe a mim decidir se isso é a minha fatalidade, ou salvação.
Limitação, ou ângulo largo.
Se o paradoxo existe, há algo em tal lamento, que a mais que a mera tristeza faz todo o sentido.
Um qualquer inteiro.
Barbaridade pode ser então a gentileza.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Eles não se querem um ao outro. Eles querem que os seus monstros sejam felizes por eles.
São idolatras do que lhes resta, e exaltam os restolhos alheios, para que juntos, sejam o castelo tenebroso, com a bandeira do medo hasteada.
Eram três e quatro armados. O quarto era o pacifista literal.
Macacos catados ou por catar, vivem o loop da alegria e da cooperação.
Assegurada a barriga, talvez venha o resto.
- Sou menos homem, quando tentas ser mais homem que eu e menos mulher que tu. 
  Ridículo não é o ridículo. Ridículo é o exacerbo da seriedade desprovida.
  Somos menos, e a merecermo-nos, não merecemos nada.
  Porque o que deve ser mútuo, é a graça.