domingo, 26 de outubro de 2014

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Tenho o rabo de um galo
Tenho-lhe o rabo, sim senhor
Que de penas é feito
Penas vaidosas de cor
O rabo do meu galo
O meu rabo de galo
Que dizem ser contrário ao peito
É o meu rabo cantador
O meu rabo cagador
Empertigada graça
Que no meio da galinhaça
Me encanta o orgulho senhor
Esse que meto
De baixo do seu belo rabo
Por meu pesar mancebo;
Esse, preto

domingo, 18 de novembro de 2012

Arrastou-me pela subida de relvado aberto até lá a cima aos claustros, como se assim me elevasse ao pico do que me era merecido, e perguntou-me expectante: É aqui que costumas estar à espera?
Respondi-lhe, avançando calmamente um passo na direcção dele: Não. É precisamente aqui que quero estar. Com ou sem ti.

Sua ousadia superior e para mim, bastara-me sem alegria, muito menos lamento. Só e o bastante, pela total honestidade da consciência.

domingo, 29 de julho de 2012


Vendia sapatos de madeira, pedras das praias, teorias, e outras coisas inúteis. Os senadores achavam-lhe graça, porque era como que a parte de trás do jornal que ninguém lê, onde constam os cartoons e a piada do dia. Era o nascer da comédia na Grécia.
Um dia, como que por acidente antecipado do seu desleixo,  falou no senado, e nasceu a tragédia.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

O longo amor, que presta homenagem às minorias do quotidiano, é indubitavelmente burguês. O resistente e adverso, é também ele, egoísta.
Resta-nos, no fim das contas da memória, compreender até onde queremos emagrecer ou engordar.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Do cimo da rampa, a esfera vira-se para o cubo e diz:
"É uma questão de impulso!"
Assim, quando te deixares ser neles da maneira mais fútil, saberás o que é plenitude, sem (te) concluíres nada. E daí para diante, é só contigo. Só besta beleza.
Resumindo ao miolo desta contenda, avisto merda. E é a essa que eu respeito devotamente.
Até que provem o contrário, afirmo o inverso.
- Sempre fui pela ditadura explicita, que não a outra. Aquela ali! Não apontando, que é feio.
É tudo, meu irmão.
O que existe em comum entre Jesus Cristo e o erotismo? 
A Glória. 
É tudo, meu irmão.
Cabem em qualquer sítio, e de um a outro há a certeza dos bem e mal aventurados.
É tudo, meu irmão.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Deus nunca assumiu a parternidade enquanto paternidade. EstAINDES a Ber, criaturas de Deus?!
O nazi à antiga, era o orgulho da sua mãe.
Meninas, desemprego é fitness!
Empreendedorismo está na moda. Empreendedorismo é fixe. Empreendedorismo dá trabalho não remunerado, a escrever.
Gosto de me referir a Deus, na mesma linha alegórica que a que ele não se refere a mim. Diz que quem se encontra na posição superior, é aquele que se questiona mais em relação à existência do outro. 
Eu sei nenhures dele. E ele pergunta se sempre é verdade que há gente.
Quando se sabe o insuficiente, alega-se o exacerbo.
A lógica peniana é subestimada. Porém respeitada.
Porque lá está, é moralmente tornado rude o que pode ser audaz.
Este tempo, é premonitório de ditadura.

sábado, 14 de julho de 2012

A samaritana mandou-me tomar banho no rio, e o criminoso alertou-me para que tivesse cuidado com as sanguessugas.
Não há não, bondade que não definhe sem bondade alguma.
- Me myself and I, a cagar na praia.
Me myself and I, de pernão gostoso.
Me myself and I, a atirar as crinas para trás das costas, com as beiças projectadas.
Me myself and I, muito fodida porque o mundo é redondo.
E mais e ais.
- Que te fosse por trás, e tudo em ti se fixava adiantado na fronte.
Erguias a cabeça num segundo bruto, de maxilar tenso, e sacudias o cabelo para as costas.
Que do meu rosto, já de pouco te serviam os olhos ou os beijos.
Dei-me por esquerda, quando no fim da direcção que seguia, a casa se encontrava à direita. E então, eu era para onde entrava, dando-me conta da presente certeza do partido que antes decidi.
Reconhecer o que se teve e já foi, trata-se da precoce insensatez necessária para a mudança de paradigma. Do vácuo a dar lugar a uma outra coisa que reconhece o que faz ou não sentido. 
E, repito, reconhecer. Não lamentar em breve vão.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Se o cidadão comum e medianamente desafortunado, não ultrapassar o numero (ainda a previr/calcular, já para meados deste ano) de ciclos respiratórios, assim como de desalojamento de urina e fezes diários, este será meritóriamente recompensado com uma carícia na nuca e uma lata de ração ao final do mês. Os mais poupados, receberão ainda um abono correlativo a uma volta de trela ao quarteirão, OU a três banhos mensais de mangueira, acaso sofram de asma ou quejanda enfermidade. Para os que sofrem de flatulência ou incontinência renal, ser-lhes-á dada a atenção devida, havendo salas propícias para o efeito, sendo que dos restantes espaços serão interditados.
Acaso o proposto regime de leis seja descumprido, serão distribuídas vacinas aos cidadãos infractores, visando a morte indolor e silenciosa, no valor obrigatório de 200€ cada.

Amistosamente,
A direcção

quinta-feira, 28 de junho de 2012

O amor é dos sonhadores. Mas o amor, a ser, é real.
E os meios e metades, tendem a ser a passagem para o vazio.
Logo, não tem nome aquilo que tanto se procura mostrar, não se tendo.
A mania da reminiscência, dos que não pesam coisa nenhuma.
Eles sabem sempre menos. Os demais. Nunca sabem o que é. O que se pode. O que se sente. O que se traz. 
Eles sabem lá. Eles não podem perceber.
E mais problemático que das milhentas vezes em que isso é mentira, dada a consciência colectiva da intimidade, são as tantas acontecidas em que isso é verdade, dentro desse mesmo espaço cáustico.
A verdade sempre foi a mãe de todos os problemas. Mas é sempre dela que se pede colo.
Em cada esquina um caraa aaa lho... Em cadaaaa cona a sentee eee ença...!
Gosto do que é contrário ao que acredito. Gosto como que de um pião a girar no meio de um caminho de terra batida.
Que me importa ter razão, quando todos os dias esta se levanta comigo sem me pedir licença...
A beleza está em não compreender o que me faz acreditar no oposto. Porque se não realizo, não compreendo, a entender.
Eis a simplicidade mais humilde da posse de uma total razão.
Uma consciência, para sempre permanecida no preconceito.
- Precisa de ajuda? Ela há a menina 20's e a menina 60's. Ao longo do corredor, nas vitrinas. Lá ao fundo, ficam as das antigas colecções, em saldos. Aqui são os provadores.
Esteja à vontade! Precisa de ajuda? Esteja à vontade!
A perda, é o fado de quem tem.
Pois que há quem procure coisas e sonhe com a altura do céu. E há quem se deite na calçada, e o encare de frente até adormecer.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

A utopian and detached ideal, is an echo. Only the end, not the story.
Não fui educada para gostar de ti.
Não sei é se cabe a mim decidir se isso é a minha fatalidade, ou salvação.
Limitação, ou ângulo largo.
Se o paradoxo existe, há algo em tal lamento, que a mais que a mera tristeza faz todo o sentido.
Um qualquer inteiro.
Barbaridade pode ser então a gentileza.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Eles não se querem um ao outro. Eles querem que os seus monstros sejam felizes por eles.
São idolatras do que lhes resta, e exaltam os restolhos alheios, para que juntos, sejam o castelo tenebroso, com a bandeira do medo hasteada.
Eram três e quatro armados. O quarto era o pacifista literal.
Macacos catados ou por catar, vivem o loop da alegria e da cooperação.
Assegurada a barriga, talvez venha o resto.
- Sou menos homem, quando tentas ser mais homem que eu e menos mulher que tu. 
  Ridículo não é o ridículo. Ridículo é o exacerbo da seriedade desprovida.
  Somos menos, e a merecermo-nos, não merecemos nada.
  Porque o que deve ser mútuo, é a graça.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

A arte é a parasita das ciências exactas.
É a filha preferida. Que se mete em sarilhos, e todos os dias ao por os pés em cima da mesinha da sala, diz que vai fugir de casa.
Explica-lhes lá tudo. Vá explica. Enche de pontuação, chuva e girassóis, esse caminho. No final de tudo, percebe se eles de facto perceberam.
E então, percebe tu, se isso realmente importa.
A realização da tara de cada qual, define o tamanho da sua magnitude.
Já o seu mundo, pode ser a mais, ou a menos que isso. E é onde os mundos se cruzam, que permanece intocável, o desentendimento. Jamais se saberão.
Yah, e agora que já rastreaste todos os canos de esgoto, achas que já podes cagar, ou...?
Temos tempo. Mas já que o podes fazer em qualquer lado, porque esperas pela sanita?
É verdade, porque também antes alguém teve de pensar nela, para que tu agora sentasses o teu pesado cu.
Oh grato não. Coerente.
E é bom que deixes um cheiro pestilento!
Temos tempo.
Mas sejamos realistas..., intestino não espera de boa forma.
Desconheço os contornos da genialidade.
Não da suprema, mas da autêntica.
Desconheço quando palavras são escritas pela ordem do bom gosto, ou pelo sentido que sai da mácula.
Quando a íris procura ascender a glória partilhada, ou o afecto caprichoso.
Quando o bem estar e à vontade são definição de fraqueza nascente, ou um amontado de ideias cedidas.
E onde permanece a amena fusão, que delibera o cerne, sem ultrapassagens de batota.
Por isso que fingir é para todos, e apenas a verdade para os melhores.
E na verdade..., ninguém acredita.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Porque amar a ideia que se tem das coisas, é reduzir a totalidade, rabiscando-a incessantemente de dentro de uma cave.
A geografia existe mais pela credibilidade, que pela orientação.
Uma pressupõe a outra. Se bem que a outra não pressupõe a uma.
Tlim-tlão.
Quando não como peixe, é porque não o sei comer. São as espinhas. São os lombos que requerem tempo. E a pele que requer dada atenção.
Portanto quando o como, é de valor se salientar a minha falta de paciência e simultânea consideração elevada pelo facto. Pelo peixe até.
Se como ou não bem e até ao fim, é irrelevante, uma vez a consciência.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

O segredo está em quem não guarda.
O centro do circulo perfeito existe, intocável e conhecido.
É o perímetro leal que confere tal segurança.
Nem sempre concordar conscientemente com um acaso de razão alheio, é sinal de inteligência.
Se bem que de humildade é sempre.
Mas, por razões que o menino Jesus desconhece..., humildade não paga dívidas.
A minha linha de entendimento lúdico da sátira, é séria. É finalizada. É do tamanho da base de sustentação, que o meu conhecimento permite.
Essa moda de meia-boca, meia imitação, de meia piada a toda a brisa, faz com que qualquer conceito de graça, perca os principais valores.
A opção de estilizar e do nonsense, é uma subtileza de redução de informação "pesada", que só cabe aos capazes.
A impertinencia é uma convicção limada. Não um contágio colectivo.
Riso fácil é nobre. Piada fácil (muitas vezes tendenciosa) é, sobretudo, falta de discernimento.