sexta-feira, 6 de abril de 2012

Quiçá escrito em inglês como cantam os Clã, tudo ganhe um novo sentido conceptual.
Importante também referir que nós por cá, nas terras lusitanas, damos agora o ar de nossa bela graça, rumo ao rio longo e largo das reinvenções.
Somos fado e somos mais soltos. Somos poetas de joelho e de pastelaria. Somos garagens e intervencionistas, e ressentidos e ágeis, e descomprometidos e revoltados. Deveras descomprometidos e revoltados.
Miúdas do fado, miúdas da t-shirt larga e franja a roçar no rimel. Somos de novo e melhor.
Eu gosto disso. Em tons de pastel, agrada-me sempre a ideia de requinte descomplicado, sobre uma qualquer origem emprestada. Somos únicos.
E cantamos solidão de uma forma contente, ao desafio. Respondemos a tudo, e cuspimos as cinzas da beata para o lado.
Somos todos pensadores. E à noite batemos todos à mesma porta, para falarmos de banalidades com estilo.
Quiçá bandolins, guitarras portuguesas, ukeleles, guizos, e pianolas de plástico infantis. Quiçá imensas vontades, barbas, óculos grandes, e cabelos soltos até ao fundo das costas.
Vestidos, à vontades, projectos, criadores por tudo o que move e nada que mexe. Novos artistas reivindicados, amamentados até à menopausa, exacerbados até ao outro lado da rua.
Quiçá meninos e moços, pelas ruas onde o lixo ganhou tom e perfume de boutique.

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