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Devo confessar, e isso sim, à margem de práticamente tudo isto e, no entanto ali como quem vai para o cerne, que estou cansada de gente gira.
Malta gira e criativa, e criativa e gira. E que gosta de tudo o que é original e injustificavelmente explorável, e não sabe de nada do que é foleiro.
Porque o que é foleiro, é espelho de quem não tem gosto nem cultura. Nem nome, nem alcance. O que medidas bem as coisas, é uma mentira travestida de berloques bem azeiteiros. Mas deveras, deveras azeiteiros.
Pressuposta a carência da clamada personalidade vincada, e gerado o mau gosto natural, derivado de uma qualquer incompreensão cedimentada, nada mais tem um foleiro que, em caso disso, se afastar da onda cool que abate os sedentos de razão intelectual e de atitude.
Pois que qualquer reflexo massiço existe, porque existem as pessoas baratas, ainda que boas, nem tanto, ou assim assim. Ponto.
E depois há as tantas baratas e giras. Umas mais baratas que giras, outras mais giras que baratas,patati-patátá.
Compreendo a gente factualmente foleira como uma lufada de ar fresco. E postos os seus brilhos e pechisbeques, cabelos oxigenados de raízes escuras e vulnerável facilidade do gesto, tomo-lhes a presença como a minha capacidade de respirar profundamente.
Profundamente, atenção.
Gente feia, torta, cafona, com dentes amarelos, olhos vulgares de cachorro desengraçado, que ainda assim abana freneticamente a cauda. Assim mesmo, e só assim.
A limitação que lhes imponho dentro à minha crítica azedada, posiciona-me arrogantemente superior pela tomada de consciência. E folgo não ser jamais caso único. Nem especial. Nem nunca visto. Nem maior.
Parada azedo, eleada de gente gira. O que, vai-se a ver..., é um pimpolho paradoxo, sendo que esta nunca me tirará o sono.
Que saudades de uma inconsciência que, digo, só existiu porque eu tinha tempo e falta de maneiras suficiente, para lhe provar o trago.
A moda é por excelência, o renovar de preconceitos.
E a limitação, é meramente a liberdade enorme que é.
Não sabemos nada, em não ser feios com toda a verdade que nos compete, a cada um individualmente. Em qualquer tempo de beleza.
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